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 MiniTrama - A Névoa ( História da trama )

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Levigarian B. Baudelaire
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Conhecimento Mágico! : Herbologia, para aqueles que desconhecem tal assunto, trata de estudar e cuidar das plantas do nosso globo. Visando sempre achar a melhor forma de cuidar delas. Existem plantas de todos os tipos e tamanhos, com vontades próprias e que servem para preparar poções, algumas claro são venenosas outras nos curam e algumas nos proporcionam ótimos odores.
Agora me diga, como não se encantar com esse mundo? Se tiver alguma curiosidade me pergunte, se tiver aptidão para isso me siga, vou lhe mostrar o mundo mágico das plantas.
Pontos : 214928
Localização : Reino Unido - Escócia / França - Condado de Avalon

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MensagemAssunto: MiniTrama - A Névoa ( História da trama )   Sab 17 Mar 2012, 2:11 pm

Vagas disponíveis: 3 vagas
Trama: A Neblina
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Mais informações assim que todas as vagas estiverem ocupadas


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Última edição por LevigarianBaudelaire em Dom 18 Mar 2012, 12:08 pm, editado 1 vez(es)
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Emily E. Fëanturi Eldor
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"O que você faz nesta vida ecoa na eternidade."
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MensagemAssunto: Re: MiniTrama - A Névoa ( História da trama )   Sab 17 Mar 2012, 8:05 pm

Nome: Emily E. F. E.
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• E se não foi você que escolheu a magia? E se foi ela que escolheu você? - - -
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Última edição por Emily E. Fëanturi Eldor em Dom 21 Abr 2013, 11:33 am, editado 1 vez(es)
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Perseu Uranus Baudelaire
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Toda criatura que se realaciona com trevas tem fraqueza a luz;
Quanto maior o número de dementadores, mas dificil de produzir um patrono;
Quando o Levi estiver feliz, corra! Corra pela sua vida, pois coisa boa não virá!
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MensagemAssunto: Re: MiniTrama - A Névoa ( História da trama )   Sab 17 Mar 2012, 8:41 pm

Perseu Uranus Baudelaire
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Matheus Vieira Baudelaire
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e adoro Herbologia
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MensagemAssunto: Re: MiniTrama - A Névoa ( História da trama )   Sab 17 Mar 2012, 8:53 pm


Matheus Vieira Baudelaire
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Levigarian B. Baudelaire
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MensagemAssunto: Re: MiniTrama - A Névoa ( História da trama )   Dom 18 Mar 2012, 12:04 pm

As vagas para a trama estao ocupadas.

Emily E. E. Baudelaire
Perseu Uranus Baudelaire
Matheus Vieira Baudelaire


A postagem de incio da trama esta na floresta proibida


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MensagemAssunto: Re: MiniTrama - A Névoa ( História da trama )   Dom 29 Abr 2012, 12:51 pm

Trama: A Neblina
O ínicio da Neblina



--------------------------------








A noite caia suave, o brilho da lua iluminava a copa das arvores. Um silencio perturbador se estendia por toda a floresta.
Nem grilos, nem passaros, nada emitia som algum.
Um silencio que fazia ate os cabelos da nuca se arrepiarem, a floresta parecia morta.

Uma névoa começa a tomar conta do lugar. Vinha de uma clareira, que ja estava totalmente oculta pela tal névoa.

A floresta inteira, estava sendo oculta pela névoa que ja estava saindo dos limites da floresta e chegando perto do castelo. A névoa seguia imponente, sem ser barrada, como se estivesse viva.



A Floresta totalmente tomada pela neblina e ela ja estava se espalhando pelos terrenos.
Chega por fim a cabana do Wey, e a toma completamente deixando-a oculta na névoa.

O silêncio era o mais estranho de tudo, nada podia se ouvir.
Parecia que nenhuma criatura existia pelos terrenos, pois os sons que elas emitiam não estava presente, como se estivessem mortos.

A noite seguia calma, não parecia nenhum pouco estranha.
A névoa vinha da floresta isso era certo, mas da onde isso não se sabia.


Aron

Saio da Cabana para poder cuidar das Criaturas, uma rotina que faço com muito gosto. A manhã nos promete um dia ensolarado. Até algo estranho começa acontecer.

Uma névoa densa começa a emergir da Floresta, deslisando como se possuisse vida, se arrastando na direção da Cabana.

Thomas corre em direção da névoa e começa a latir bravamente. Seus latidos começam a ficar fracos e ele desmaia em sono profundo.

Uma ponta de desespero passa por mim. Corro até o Crupe caido no chão, sinto a textura da névoa passando pelo meu corpo, adentrando minhas narinas. Começo a me sentir estranho. Vejo a névoa correr em direção da Cabana. Algo precisava ser feito.

Seguro Thomas entre meus braço e corro para a frente da névoa. Caio no chão quase inconciênte. Com auxilio de uma pedra começo a escrever no chão:

Ansrual Thiress

Coloco minha mão direita sobre a escrita, me concentro, logo após ergo minha esquerda em direção a névoa e digo:

- Kerya

As palavras se iluminam, minha mão esquerda se acende. A névoa se aproxima e toca em algo similar a uma barreira invisível. A névoa que toca a barreira parece queimar em faíscas de cor azul-acqua. Toda a Cabana e circulada pela névoa, as partes que tentam se aproximar da Cabana se desfassem em faícas, emitindo ruidos similares a madeira estalando.

Vejo que minha proteção funcionou, bem a tempo. Desmaio ao lado de Thomas.




Kerina

Enquanto colhia alguns frutos vejo algo estranho acontecendo, uma estranha névoa escorre pela floresta, brontatando de uma clareira bem próxima a mim. Rapidamente tudo em volta é tomado pela densa névoa que se alastra em direção aos limites da floresta.

Logo começo a ficar tonta, meus sentidos começam a falhar, tento correr, mas logo tropeço ficando desacordada em seguida.

Em meus últimos segundos de conciêcia só me passa pela mente o que será da minha família, o que acontecerá com as outras criaturas da floresta. Com os olhos pouco abertos observos corvos e andorinhas caindo das árvaros, um coelho marron desmaiando alguns centímetros de sua toca... tudo fica embaçado... não vejo mais nada.


Narrador: Algo estranho é notado por alguns alunos.

Matheus Vieira


Sentado lendo um livro sobre Feitiços.
Então desvio meus olhares para o lado.
Vejo a janela e vejo também que ha algo estranho pelos terrenos.
Chego mais Perto e vejo que ha muita neblina.
Não vejo preocupação nisso e volto a ler.
Depois de vários minutos dou uma checada novamente na janela.
Vejo que a neblina apenas foi aumentando a sua grossura e tamanho.
Eu ja não conseguia avistar outras partes da PHS e penso :
-Tem algo estranho acontecendo ali fora.
Saio da biblioteca procurando alguém para ir verificar comigo de onde vem essa neblina.


Emily

A Neblina que toma as propriedades do Castelo começaram a tirar meu sono. Após pensar em inúmeras hipóteses, chego a uma conclusão lógica da causa de tal fenômeno.
"Minhas idas à Biblioteca não foram à toa", penso. "Sei que há algo em minha mente que preciso recordar!"
Visto minha capa e saio correndo para a Biblioteca, esperando encontrar lá meu irmão.
Chego e avisto Matheus, certamente me aguardando.
Faço um sinal pedindo para que ele espere, e sumo por entre as prateleiras.
Volto com o livro Cristais Mágicos e Suas Propriedades, e o coloco sobre a mesa, chamando meu irmão para olhá-lo.
- Olhe nessa página, exatamente aqui. - digo, sabendo que se trata da nossa solução.
Abro o livro e o espero finalizar a leitura, com a esperança de que ele chegue à mesma conclusão que cheguei.


Narrador:

Eles buscam em livros alguma coisa pra poder explicar tal acontecimento.
Os jovens buscavam informações na biblioteca a respeito das causas da neblina. procuravam em um livro sobre cristais e acham uma pagina que os chama a atenção.


Pagina 375
Cristais Mágicos e suas propriedades.

A muito tempo em uma era onde a magia era dominado com mais fulgor, vários bruxos, feiticeiros e druidas criavam artefatos dotados de algum tipo de poder.
Na maioria das vezes estes artefatos eram usados para auxilio em feitiços e encantamentos, muitas vezes até para o mal se posto em mãos mal intencionadas.
Comumente os cristais eram mais procurados, por terem forte ligação com a natureza, eram usados com muita frequência, dentre eles se destacam três cristais muito conhecidos e buscados por várias pessoas.

O Cristal de Terrilia

Há muito tempo perdido o cristal de terrilia com propriedades mágicas da terra, sendo sua pedra uma esmeralda, tinha o poder de dar vida a uma floresta inteira se usado de forma correta. Um dizer de um bruxo que diz ter visto o poder dele em ação seria o seguinte.
“ As arvores se moviam, conforme o cristal liberava sua energia, a floresta se tornava viva.”
Muitos dizem ser somente uma lenda, um mito, mas muitos acreditam em sua existência e o procuram com afinco.

O Cristal de Almistia

Uma ametista muito ambicionada pelas mulheres tinha o poder de dar beleza a elas, não um encantamento que enfeitiça a mente, mas beleza genuína. Dizem ter sido criado por uma feiticeira que em um passado longínquo foi ignorada por um rei por sua aparência não ser aceitável. Indignada com tal desfeita a feiticeira encantou um cristal que daria beleza genuína a sua dona. Diz-se de passagem que sua própria energia vital esta no cristal, mas ele nunca foi visto ou tocado por alguém de nosso meio.

O Cristal de Hignor

O único já visto pelo homem nos tempos atuais, um relato de ter sido encontrado no século XVII, fala sobre um cristal que emanava uma nevoa que levava as criaturas ao sono profundo. Uma pequena safira com escritos druidas, que tem a habilidade de trazer o sono, se alimentando da energia natural. Foi perdido no tempo, seus relatos na historia terminam no inicio do século XVIII onde diz-se ter sido perdido pelo seu possuidor em uma de suas viagens pela Inglaterra.


Narrador

Após isso decidem seguir para a floresta que parece ser o foco da neblina e sua aventura pela floresta se inicia.
Após se preparem, se munirem com algumas coisas que iriam precisar, uma ultima passada no salão, pois não sabiam se poderiam voltar. Se despedem de seu pai e seguem seu destino, seria ele bom ou ruim, isso ainda era incerto.
Por fim chegam na floresta.
A noite chegava rapido. um vento gelado soprava vindo das colinas ao sul.
O silencio era mortal, nada respirava, nada se movia, somente a nevoa corria solta pela floresta.

Os olhos não conseguiam se adaptar a tal efeito climatico. as folhas das arvores balançavam e tamanho era o silencio que se podia ouvir elas caindo ao chao.

O estalar de galhos, como se algo sussurrasse, mas somente as arvores estavam ali.

Os garotos decidem adentrar a floresta providos de varinha e coragem.
Se conseguiriam voltar, não se sabia, o que se podia dizer era que sua morte seria silenciosa.


Emily

Levanto minha varinha e digo firmemente:
- Spointnorfs.
Vejo que minha varinha aponta para o Norte.
- Math, isso significa que o Castelo fica ao Sul. Não me deixe esquecer disso!
Sorrio para Matheus e vou em direção à neblina mais espessa.
Fico alerta, vigiando os mínimos movimentos de folhas do local.
- Meça bem seus passos - aconselho Matheus.


Matheus Vieira


Vejo que Emily usa o Feitiço das Quatro Pontas.
Assim que o feitiço aponta a direção ela diz :
-Math, isso significa que o Castelo fica ao Sul. Não me deixe esquecer disso!Emily sorri para mim mais eu fico tremulo com medo do que pode acontecer e ela diz para mim enquanto anda em direção a neblina.
- Meça bem seus passos
Eu faço um sim com a cabeça e vou seguindo ela com poucos centimetros de distancia dos seus passos.
Eu aponto minha varinha para o alto e digo :
*Lumus*
Com minha varinha levantada e com uma pequena luz saindo de sua ponta , ando seguindo os passo de Emily e prestando toda a atenção possível ao meu redor.
Vejo folhas caindo e fico tremulo mas mesmo assim continuo andando.


Narrador

O vento aumenta,a floresta sente os intrusos, alguém tenta perturbar a sua paz.
A neblina esta densa, nem a mais forte luz poderia clarear o caminho.
A varinha indica o norte, o coração da floresta esta ao norte, mas porque ir para la?
Siga para leste, algo murmurava na mente da jovem bruxa.

" Vá para leste, o norte só tem rochas e gravetos, não tem nada para você."

O silencio era mortal, mas algo induzia bruxa a tomar outra direção.

Tentada pela natureza ela se vê confusa, seu feitiço começa a perder força e varinha estagna imóvel em sua mão.

Folhas rolam com o vento, o frio percorre a floresta, nada além do silencio das criaturas para apavorar até o mais corajoso leão. Mas não eram leões, eram bruxedos, que se aventuravam pela floresta em busca de algo, em busca de uma solução.

O jovem bruxo olha a irmã, e questiona seu censo de liderança, pensamentos surgem em sua mente.

" Ela não sabe o que esta fazendo, vai confiar nela? , deveríamos ir para leste não acha?"

Os pensamentos tomam conta do jovem bruxo e ele se ve confuso também.

A floresta é antiga, uma magia estranha percorre pelo ar, mas que magia era essa?
O silencio, era so isso que se podia ter noção.




Emily

Uma voz sussurra na minha cabeça, dizendo para seguir à leste.
Estou decidida a ir a Norte, e confio em meu senso.
Digo a Matheus:
- Confie em mim. É tudo o que eu peço. Por hora, vamos seguir ao Norte e avante - respiro e relaxo. - Não que eu esteja contradizendo as forças maiores... mas não acho coerente tomarmos outra direção.
Dou alguns passos e digo:
- Esta vendo a Floresta, apesar da neblina? - encaro Matheus. - É linda, não é? Mas também pode ser traiçoeira. E se não for algo bom? E se ela - tomo cuidado, pois as árvores me ouvem - estiver nos induzindo a uma armadilha?
Continuo decidida quanto ao trajeto inicial, mas pergunto ao meu irmão:
- O que acha?


Matheus Vieira


Uma voz em minha cabeça diz para não confiar em minha irmã , e fica repetindo.
Por um momento eu fico confuso até que minha irmã fala comigo :
- Confie em mim. É tudo o que eu peço. Por hora, vamos seguir ao Norte e avante. Não que eu esteja contradizendo as forças maiores... mas não acho coerente tomarmos outra direção.
- Esta vendo a Floresta, apesar da neblina? É linda, não é? Mas também pode ser traiçoeira. E se não for algo bom? E se ela estiver nos induzindo a uma armadilha?
- O que acha?

Então depois de escutar Emily falando comigo eu tenho certeza que oque ela disse é verdade.
Logo após ela perguntar oque eu acho , eu lhe respondo :
-É verdade , mas temo de tomar muito cuidado ouviu ? Eu irei copiar tudo oque você fizer , já que é mais esperta.
Dou um sorriso para Emily e depois sinto calafrios com as vozes mais mesmo assim continuo negando tudo e fazendo um não com a cabeça quando a voz vem até mim.
Sigo Emily para todo lugar com minha varinha ainda com o efeito do Lumus.


Narrador

A floresta range como se falasse uma língua desconhecida pelos jovens bruxedos.
A neblina fica mais espessa conforme eles seguem para norte.
A luz da varinha nem ao menos ilumina o caminho do jovem.

Um doce odor, com cheiro de mel atrai a atenção do garoto, fazendo-o parar, enquanto a bruxa mais jovem segue caminho.

Totalmente envolvido pelo odor o jovem bruxo começa a segui-lo tomando outro caminho e se separando de sua irmã.

A bruxa concentrada em seu caminho não nota que seu irmão havia parado, somente após cinquenta passos ela se da conta de estar sozinha.

A leveza da noite cai sobre a floresta, tornando o local sombrio e assustador, um cheiro doce atrai o jovem carregando-o para um lugar diferente, atraindo-o cada vez mais, totalmente seduzido e sem forças para resistir ele continua seguindo o cheiro.

Sua varinha cai no seu caminho permanecendo com a fraca luz em sua ponta acesa.

Um rumorejar de folhas, algo se arrasta em direção a jovem bruxa que no momento espera parada procurando por seu irmao.

A floresta esconde seus misterios, não é má nem boa, mas se impoe quando se sente invadida. A magia do local se torna pesada, um ar que sufoca ate o mais corajoso dos bruxos. As narinas da jovem sao invadidas e seu coração tomado pelo desespero.
Um pensamento surge nesse momento de angustia.

" Ele morreu, seu irmao morreu, a culpa é sua, voce o trouxe para ca, eu avisei, falei para nao seguir, mas nao me deu ouvidos, agora carregue a culpa de uma morte."

Os galhos estralam, e por fim somente o silencio.


Emily

Sigo o caminho com meu irmão. Um cheiro diferente toma conta do ar, mas minha concentração me impede de parar para observá-lo.
Então em um momento noto sua ausência. Olho para os lados, esperando encontrá-lo.
Matheus sumiu do meu lado. Um desespero bate em meu coração. Uma decisão difícil persegue cada impulso elétrico do meu cérebro.
"Nunca abandone seu parceiro", penso.
Empunho minha varinha com a outra mão, puxo minha adaga.
Planejo meus passos e vou atrás de Matheus, dou meia volta, e sigo em linha reta.
Não sei porquê, mas posso ouvi-lo, posso senti-lo.
Pensamentos atrapalham minha consciência.
"Ele não morreu. Eu sei disso. Eu vou achá-lo", tento manter na minha cabeça.
Um barulho ronda o local. "Nada a temer", penso comigo.
Sigo meu caminho, alerta a todos os mínimos movimentos da Floresta.


Matheus Vieira


Ainda andando tremulo , um odor de mel me atrai.
E então fico totalmente atraído pelo cheio.
Eu me separo de minha irmã mais ainda dominado pelo cheiro continuo andando.
Minha varinha cai no chão e eu olho para trás.
Quando volto para pegar vejo que me separei de minha irmã.
Entro em desespero mas então o cheio do mel fica mais forte e eu vou andando até ele.
Ainda tremulo eu penso :
-Por favor Emily , me ache , eu não consigo sair daqui , esse cheiro . E..Ele está me seduzindo e eu não consigo parar , por favor me ache.
Então vou seguindo o cheiro e espero para ver até onde ele me leva.


Narrador

A noite envolvia a floresta, um céu sem lua era isso que existia acima.
As lendas falam de uma rara planta que so se abre com a presença da Lua Nova, pouco se fala de tal especie pois o unico que a viu, hoje ja não existe mais.

O jovem bruxedo começa a se sentir arrastado, sem controle de seu corpo, o cheiro doce o faz sentir uma dormencia repentina.
Seus pés o levam a uma clareira e em seu centro havia uma majestosa planta com tres metros de diametro e altura com cores azuis, estava fechada e dela saia um doce odor.
O bruxo encantado com tal beleza se aproxima e a planta se abre, mostrando dois tentaculos para abraça-lo.
Seu corpo não o obedece, ele simplesmente caminha para a sua morte.

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Um pouco distante dali, a bruxinha corre desesperada pela floresta, tentando achar seu irmao.
O ranger de galhos aumenta enquanto ela se movimenta rapido.
Sua mente esta confusa, pois pensamentos não param de lhe ocorrer.

" Não precisa voltar, ele ja morreu!, não vai mais acha-lo, ela jamais deixa suas vitimas sairem."

" Volte para casa, seu lugar não é aqui, deixe ele para la, salve sua vida."

" Você o matou, a culpa é toda sua, será odiada por todos, use a adaga, ponha um fim a isso, tire sua vida."

Pensamentos e mais pensamentos, isso lhe desespera e ela começa a ficar sem rumo.

As arvores se comunicam umas com as outras, acham graça com tudo que ocorre em seu lar.
A natureza é sempre boa, mas sabe ser perversa quando se sente ameaçada.
O homem escolhe destruí-la e ela se ofende, e desconta em qualquer que seja a criatura que sob duas pernas se movimente, pois para ela todos são seu inimigos.
Mas deve-se saber, que sempre haverá aquele que a natureza sempre ira recorrer.
E novamente o silencio se instaura, somente a nevoa vaga por ali e a bruxinha corre desalentada sem rumo, tentando evitar o pior.


Perseu

Chego na floresta e logo percebo a espessa nevoa que começava a tomar grande parte dela; percebo que meus irmãos ja haviam entrado nela, pois não havia visto eles no local marcado. Observo que o sol ja começa a se pôr e me preparo para entrar naquele lugar. Tiro minha capa da invisibilidade e confiro se esta tudo certo:
...medalhão no pescoço...
...bisbilhocopio no bolso...
...varinha em mãos...
...capa pronta....

Visto minha capa de invisibilidade e rapidamente, com a varinha em mãos, entro na floresta siilenciosamente, um pouco perdido, tentando ao mesmo tempo achar meus irmãos, e encontrar a fonte daquela nevoa.


Emily

Pensamentos não param de bombardear minha cabeça.
"Ele não está morto. Eu sei disso", mantenho em minha mente.
Não posso desistir. Não agora. Não posso decepcionar meu pai.
Fica difícil continuar. Não consigo mais distinguir meus braços da neblina, verdade da mentira, capacidade do medo.
Estou em uma selva emocional. Não sei quais são meus pensamentos próprios, ou quais são frutos da situação.
Minhas pernas ficam fracas e então acabo caindo no chão. Não consigo achar força pra continuar.
- Então vai ser assim - digo para a paisagem. - Minha força diminui, mas meus motivos aumentam! E não há nada mais que me impedirá de prosseguir! - sei que podem me ouvir.
Começo a pensar em meu pai me abraçando, em meus irmãos, em Nyah, nos Professores. Olho para cima, para a lua, pedindo forças à minha mãe.
"Mãe, por favor", peço em pensamentos. "Me ajude... Eu não quero desistir, eu não posso desistir!".
As lágrimas comprometem a nitidez da minha visão. Eu estou sozinha aqui. Sem a ajuda de qualquer pessoa. Confiando em minha noção limitada do mundo.
Levanto então do chão, com a força que eu não imaginava ter.
Algo dentro de mim começa a crescer. Uma força. Uma respiração. Um sentimento.
Um sopro de coragem me enche.
Abro a bolsa, e tiro alguns pedaços de fitas vermelhas,
Começo a marcar as árvores por onde passo, para evitar que me perdesse.
Decido continuar a procurar Matheus. Eu sei que posso e vou achá-lo.
Não será dessa vez que vou me entregar assim, facilmente a esse solo distante de tudo.


Narrador

A floresta assume um silencio incomum, nada respondia, nada se comunicava.
Um forte energia emanava de seu interior, algo que superava a neblina, algo que superava qualquer ser magico presente ali.

A jovem bruxa cai em desespero, clama para alguem ao seu favor, o vento sopra forte e as arvores se calam, a energia emanada ali toma forma e algo abraça a jovem bruxa, levantando ela do chao.

Ela se posta de pé e começa a marcar seu caminho e continua correndo em busca de seu irmao, mas desta vez determinada a conseguir.

Os pensamentos somem, somente os seus prevalecem, ela nao se sentia mais sozinha, não tinha mais medo, sua coragem voltara.

Não muito longe dali, um outro jovem bruxo adentrava a floresta, mas nada em seu caminho parecia impedi-lo, algo o protegia também, algo evitava que a floresta o afetasse.

Ele corre como se sentisse o perigo, como se alguem que ele estimasse muito precisasse dele, corria como se alguem indicasse o caminho e chega a uma clareira onde alguem realmente precisava de sua ajuda.

A jovem bruxa encontra o jovem bruxo e nota seu irmao em perigo.
Os dois agora se veem diante da Lua Negra, uma majestosa planta que iria por fim a vida de seu irmao.

A floresta permanece em silencio, não ousava interferir, algo impedia, mas isso nao iria durar por muito tempo.


Emily

Continuo andando, como se nada fosse capaz de impedir meus passos firmes.
Ouço um respirar que não pertence à nenhuma das árvores. Um movimentar diferente. Um tilintar de esperança que vinha em minha direção cada vez mais forte.
Não importa o que seja, sinto que vem em meu favor.
Olho em todas as direções. Alguns passos mais. Marco as árvores com minhas fitas.
Embora sem rumo definido, meu objetivo já havia sido decidido.
Por entre as árvores, noto algo familiar.
Perseu sai por entre elas, e tomo um susto grande, mas não há tempo para pensar.
- Perseu! - corro e o abraço. - Sabia que algo aconteceria! Ah, me irmão... - passo a mão delicadamente em seu rosto e começo a contar. - Viemos resolver o problema da neblina... Eu e Matheus... Ele estava do meu lado, comigo, e em outro segundo, já não estava mais!
Uma lágrima escorre do meu rosto. Um soluço. Alguns instantes e recomeço a falar.
- Preciso achá-lo, antes de tudo, e então prosseguiremos. Estamos juntos nessa?
Solto meu irmão, e começo a caminhar em torno dele.
- Ele foi atraído, creio eu, por um cheiro de mel sem igual. Algo me diz que se deve a uma planta, já que as criaturas estão adormecidas. Não creio que seja algo que não possamos resolver, além do mais, somos filhos do cara mais entendido em Herbologia - digo pela primeira vez algo que me fez sorrir. - É só fazer uma forcinha e nossa mente será acionada... Vamos! Temos o que fazer.
Pego algumas fitas na bolsa e convido Perseu a prosseguir.
Algum tempo depois, chegamos à uma clareira, que não tinha lembranças de ter estado.
Uma planta enorme ocupa parte da área, e empunho minha varinha, pronta a salvar a vida do meu irmão.


Perseu

Correndo pela floresta acabo encontrando Emily e me juntando a ela. Depois de uma breve explicação descubro que meu irmão esta em perigo e, junto a garota, começamos a procurar ele. Depois de alguns minutos, chegamos à uma clareira até então desconhecida.
Uma estranha planta estava bem no meio dela perto de meu irmão atraindo ele para si. Rapidamente puxo minha varinha, e murmuro para minha irmã:
- Vá pela direita que eu vou pela esquerda, juntos atacamos....






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CRÉDITO à GIULIA --- TERRA DE NINGUÉM && OPS!


Última edição por Admin em Dom 29 Abr 2012, 12:54 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: MiniTrama - A Névoa ( História da trama )   Dom 29 Abr 2012, 12:52 pm

Continuação...
...



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Narrador

E uma luta no centro de uma clareira entre duas crianças e uma planta, parece até comico, mas era muito serio.

A planta em si não é tão simples de lidar, ela junta Matheus a seu corpo, usando como escudo, e drenando sua energia vital.
Em torno da clareira, uma cerca de cinco metros de altura de raizes surge, bloqueando qualquer saida dali.

Somente com a morte da planta isso chegaria a um fim. A floresta volta a rangir os galhos, aprecia tudo maravilhada, a energia que protegia os bruxos não esta mais presente, se cessara.

A planta direciona um de seus tentaculos contra o bruxo Perseu e agarra sua perna o erguendo no ar, com o outro tentaculo da uma especie de chicotada na bruxa e joga ela contra a parede de raizes.

Matheus olha sem poder fazer nada, sentindo sua energia ser drenada.


Emily

A planta puxa Perseu pela perna. Matheus está preso.
Não sei mais o que fazer. A resposta da situação não me vem a mente.
Minhas pernas fraquejam, em um simples instante, me vejo ajoelhada no chão, sem meios de como prosseguir adiante.
Vejo a lua refletir na minha mão, e a floresta respirar satisfeita.
Sem porquê. Sem razão. Assim me vejo diante de tudo que acontecia.
A floresta rangia, o céu se iluminava pela lua. E tudo que eu conseguia pensar era que o fim havia chego.
Enxergo a derrota logo adiante, mas não consigo admitir que minhas falhas prejudiquem meus dois irmãos.
Os olho com carinho. E peço desculpas.
Momento de fraqueza. Momento de fragilidade. Minha identidade se perdeu completamente.
"Uma luz... Me ajude a encontrar minha verdadeira força!", peço silenciosamente para ele e para ela.
Então me volto para planta e grito alto, mais que minhas cordas vocais pudessem suportar:
- DEIXE-OS EM PAZ!
Bato minhas duas mãos no solo da clareira, com uma força imensurável.
- DEIXE-OS EM PAZ!


Narrador

A floresta se cala, uma enorme força ruge ao longe.
Em um momento de perigo a jovem bruxa busca forças em seu interior, um rugido ecoa por toda a floresta, a imagem em forma de energia de um grande urso pardo se forma atras da bruxa e adentra em seu corpo.

A bruxa toca com imensuravel força na terra que seus punhos chagam a afundar, e uma enorme energia é transferida para o solo. A Lua Negra em instantes é arrancada da terra, mostrando suas raizes, os dois bruxedos são libertos caindo para os lados e a barreira de raizes enfraquece.

Se tinha um momento para por fim a tal planta seria agora.
A floresta sente o poder da bruxa que cessa ao arrancar a Lua Negra da terra, o ranger de galhos aumenta, o manifestar da floresta começa novamente.

A jovem bruxa entonta por breves momentos, pois sua energia se esgota por hora.
Tudo depende dos jovens bruxos que agora libertos podem por fim a Lua Negra.

O que farão?

O que a floresta faz? Assiste, pois somente isso pode ser feito, pois nem a floresta pode interferir, pois a barreira de raizes ainda vigora e nem mesmo a floresta tem energia para passa-la.




Perseu

Logo após ter falado com emily, sinto a planta enrolar um de seus tentáculos em minha perna e me erguer, enquanto joga emily para longe.
Fico um pouco perdido e por alguns instantes me desespero, porem logo me recomponho e tento ver se minha irmã está bem e como esta meu irmão ainda. Mas antes que e eu possa tentar ver emily escuto uma especie de rugido distantes e sinto despencar de uma altura considerável.
Sinto uma pequena dor em meu pulso que havia usado para aparar a queda, entretanto na hora, não dei muita importância, pego minha varinha que havia caído ao meu lado quando despenquei, e rapidamente me aproximo de meu irmão tentando ver se ele estava acordado e murmuro:

- É a nossa chance... usa o incendio...

Com um pouco de dificuldade levanto e aponto minha varinha para a Lua Negra, começo a agitar a varinha para cima e para baixo em um movimento continuo, e me concentrado digo:
- *Incendio!*
Tento lançar as chamas para as raizes esperando a ajuda de Matheus e tentando ver se estava tudo bem com Emily.


Matheus Vieira


Sem conseguir pensar em nada e nem falar , sinto minha energia ser sugada.
Quando vejo que estou perto de minha morte , uma luz aparece e eu de repente apareço no chão.
Meus olhos brilham ao ver meus irmãos.
Mais vejo Emily caída no chão.
Fico um pouco confuso.
Observo que meu irmão grita para mim lançar o Incendio.
Com um pouco de raciocínio , vou rastejando até minha varinha.
Pego ela e , um pouco tremulo levanto com ela em punho.
Aponto a varinha para a Planta enorme e com um movimento para cima e para baixo em um movimento contínuo , eu digo :
*Incendio*
Me concentro ao máximo fazendo as chamas saírem da ponta da minha varinha em direção as raízes da Planta enorme.


Narrador

Um grito estridente que poderia ser ouvido dos confins da terra é liberado pela planta.
As chamas consomem ela por completo, e sua dor pode ser sentida até pelo jovens bruxos. A floresta inteira treme, algo faz com que ela se enfureça, sua energia calma e pacifica não se controla, e todo chao treme, a clareira onde os bruxos estvam se abre ao meio.

Os bruxos saem dali apressados ajudando sua irmã que parecia cansada. A floresta range furiosamente, a nevoa se intensifica, tudo parecia se mover, a floresta parecia realmente móvel.

A noite em breve chegaria a seu fim, mas se durariam até o amanhecer era incerto, pois algo vinha ao seu encontro. algo que iria cobrar pela queda da Lua Negra, algo que ansiava por vingança.

Parecia que os galhos nunca mais irião parar de ranger, o lamento da floresta era tão grande que ar ficou denso, tudo parecia emanar tristeza e isso começa a mexer com o coração dos tres bruxos.

Um aperto, como se nada fosse dar certo, a vontade era de por um fim a isso e voltar para o castelo, mas seriam eles manipulados de tal maneira?

Nada pode-se dizer, o que sabemos é que isso esta proximo de acabar.


Emily

Um momento sem foco e recupero o domínio da minha mente, que havia perdido instantes atrás. Visão confusa, pulsação acelerada. Respiração forte e contínua.
Um carrossel, uma curva de lampejos de memórias, vultos. Minha consciência parecia girar naquele instante. Perdida e confusa, mas ao mesmo tempo confiante e certa de algo.
Um grito estridente ecoa. Sinto um repentino arrepio.
Olho para a planta, que está com suas raízes sobre o solo, queimando em uma linda mistura de tons em vermelho, amarelo, laranja e um suave azul.
Me volto para Perseu e Matheus, que estão a empunhar suas varinhas e me olhando com preocupação.
O chão começa a tremer, em um forte tilintar. Sinto medo. A clareira se abre em uma fenda, e ao menor tempo de reação, corro, em uma velocidade delimitada, para abraçar meus irmãos e segurar em suas mãos.
Quase não tenho forças, e os olho tentando entender porquê.
Me apoio nos ombros de Perseu, e os pergunto:
- As raízes... Elas estavam... Como? O que houve? - os encaro assustada, enquanto apalpo meus bolsos tentando pegar a adaga e a varinha.
A névoa se intensificava enquanto eu pronunciava aquelas perguntas. A floresta inquietava-se. Tudo estava mais denso e parecia mais perigoso que nunca.
Encaro as árvores, como se elas viessem em minha direção. Sinto uma revanche estranha, e com minhas pernas fraquejando, sento-me no chão.
- Eu não quero desistir, mas isso está fugindo ao nosso controle - olho para os lados, e logo volto meu olhar direto aos olhos de Matheus.
Um novo arrepio de um braço a outro. Algo que diz no subconsciente da minha mente. Um sinal, talvez, ao que me parecia.
Me levanto rápido, pressentindo algo maior.
- Vamos. Continuem. Alerta! Isso precisa acabar - tento guiar meus irmãos, que parecem se perder em meio a melancolia que a floresta produzia em nossas emoções.
"Como pode nos controlar de tal maneira?", penso enquanto calculo cada passo antes de realizá-lo.
Me seguro para não mostrar aos meus irmãos toda a incerteza que me perturba. Começo a refletir sobre todo o plano que havíamos feito, tudo que havíamos passado... Como isso mudou tão rapidamente. Era imprescindível me mostrar forte, inatingível, como se nenhum maremoto ou furacão pudesse me abalar.
Chacoalho meu cabelo, pois sei que esse simples gesto disseminaria a coragem que eu precisava fingir ter. A coragem que eu precisava ter.
Os passos eram abafados pelo ranger da floresta. A presença oculta de algo ainda desviava por vezes meu foco do pensamento objetivo já determinado.
Algo iria acabar, mas o quê, para mim era incerto definir.


Matheus Vieira


Logo depois que vejo que aquela coisa que quase sugou minha vida foi destruída e penso :
Então...Finalmente acabou todo esse suspense.
Ando para frente até minha irmã com um sorriso no rosto e apenas alguma lágrimas que consomem o meu olhar para ela.
Emily se levanta e pergunta deseperadamente :
- As raízes... Elas estavam... Como? O que houve?
Então eu a abraço para acalma-la e digo em seu ouvido :
- Tudo bem irmãzinha , eu e o Perseu terminamos de destruir aquilo.
Ajudo ela a se levantar.
Olho para Perseu e vejo que ele olha fixamente para a clareira.
Coloco a mão em seu ombro e puxo ele até nós.
Emily começa a falar que aquilo esta fugindo de nosso controle.
Eu concordo com ela e penso :
-Não me importo , oque eu mais quero é que isso termine logo.
Espero Perseu e Emily para podermos prosseguir e acabar com a névoa.


Perseu

Depois que eu e Matheus conseguimos matar a planta vejo que meu irmão vai até Emily mas antes que eu pudesse fazer qualquer movimento percebo um tremor na florestas e a clareira se divide em duas com uma grande rachadura no meio.
Começo a pensar:
"Como é possível...? A planta de certa forma estava vinculada com com a floresta... e estava viva aparentemente... então as plantas não estão sendo afetadas pela névoa... somente os animas..."
Enquanto pensava nisso escuto vagamente uma conversa entre meus irmãos, ouvindo somente a partir de quando matheus coloca a mão no meu ombro me chamando e emily dizendo:
- [...] Esta fugindo do nosso controle.
Rapidamente respondo:
- Não... não esta. A nevoa só esta tentando nos manipular... mas isso aqui, faço um movimento amplo com a mão mostrando a floresta enquanto ainda observo a clareira, não está fugindo ao nosso controle.
Vejo que Emily estava tentando nos guiar, porem entro em sua frente e digo:

- Não não, você está fraca, eu vou na frente, tentando achar um caminho, você continua marcando as arvores e matheus, tento ver meu irmão, você protege a nossa retaguarda.


Narrador

A lua negra ainda consome em chamas.
Uma forte pertubação na floresta pode ser sentida, algo se aproxima dos bruxedos.
O Jovem bruxo toma frente ao grupo e da ordens a seus , pareciam ser irmaos.
Um deve marcar o caminho, o outro protegeria a retaguarda e o que parecia ser o lider seguiria na frente.

O jovem bruxo que seguia frente, começa a se ver confuso, algo brinca com sua mente.
Uma risada perto faz com que eles fiquem em alerta.
Pensamentos começam a surgir na mente do jovem bruxo.
" Cuidado heim, ele esta vindo"
" Olhe, você deveria ir pela esquerda, e o caminho certo a ser seguido"
" Não seja bobo, vá pela direita, é mais seguro".

O bruxo para por um momento e respira tenta se concentrar.
Eles ja haviama andado um bom pedaço de floresta, poderiam estar se aproximando de seu centro.
A bruxinha marcava o caminho com suas fitas vermelhas, e o outro bruxo estava alerta com os fundos do grupo.

Um silencio repentino, e os bruxos param. Nem arvores nem o vento circulava por ali.
A terra treme, algumas pedras quicam no chao com o impacto.
Algo se aproxima lentamente, mas seus passos podem fazer o chao tremer.
Os bruxos se desesperam e começam a correr, correm em uma unica direção.
Os passos se distanciam, ja não sentem os abalos na terra, mas nesse desespero a bruxinha não marcou as arvores com fitas.

Um silencio mortal, era isso que se passava no momento, eles continuam olhando para os lados, achando que algo os seguia ainda, mas nada abalava a terra.
Entao, a uns cinco metros dos bruxos, uma forte brilho azul chamava sua atenção.

Seria o motivo da nevoa? Seria o fim disso tudo?
O que sera que os espera afinal de contas?

E nada mais pode ser ouvido.


Emily

Começo a sentir novamente uma perturbação. Olho para meus irmãos, que parecem aflitos, não muito diferentes de mim.
Ouço vozes, barulhos estranhos, um soar alarmante, pressupostamente uma nova tentativa da floresta. Uma risada ecoa, e com ela, o terror invade meu interior.
Começo a correr, junto ao meus dois irmãos.
Fugir. Escapar. Ou ficar e resolver.
Eu corria apenas para seguir, apenas para não desistir. Na verdade, eu apenas corria porque era a única coisa que eu era capaz de fazer naquela hora.
Controlo meus pés, em uma situação onde eu mal conseguia controlar minha mente.
Eu só tinha certeza de que esperava mais. Mais de mim mesma.
Começo a me questionar sobre minha real capacidade, enquanto vejo Perseu caminhar adiante, e Matheus se manter alerta na retaguarda.
Meus pensamentos se tornavam perplexos, se fundindo cada vez mais nas árvores que o mal pareciam me desejar, e se dissolvendo na neblina que, com o soprar do vento, levava minha coragem embora.
Percebo que, após cessar a corrida, minha respiração se tornara normal, em função do silêncio que se estende em todo o perímetro que nos encontrávamos agora.
Um lampejar azul próximo, um brilho ofusca meu olhar. Fico atônita, imaginando se seria a fonte da neblina, se seria o que havíamos pesquisado na Biblioteca.
- Vamos olhar - digo para Matheus e Perseu.
E sem ao menos pensar, puxo-os pelo braço e sigo a luz azul.
- Empunhem suas varinhas e fiquem em estado de alerta. Ajam com cuidado, mas ajam! - relembro meus irmãos.
Espero ansiosamente o momento de voltar para o Castelo. Poder sentir a brisa tocar em meu rosto na Torre do Relógio, olhar as luzes verdes do meu Salão Comunal, poder abraçar forte meu pai. Ao pensar nele, consigo retirar forças de onde não havia.


Matheus Vieira


Recebo as ordens de meu irmão e fico na retaguarda com minha varinha em punhos.
Algumas vozes atrapalham meu pensamento e fico confuso.
De repente a terra treme e escuto barulhos de pedras caindo.
Sinto calafrios passarem no meu corpo.
Observo Emily e Perseu correrem e corro atrás deles com medo do que possa acontecer.
Coloco a mão em minha cabeça e por um período as risadas em meu pensamento desaparece e fico um pouco aliviado.
Ao caminharmos um pouco percebo um lampejar azul próximo que ofusca não só meu olhar , como os de meus irmãos.
Corremos até la e Emily diz para ficarmos com nossas varinhas.
Pego minha varinha e vou seguindo Emily e Perseu até o local de onde surgiu o Brilho.


Perseu

Depois de começar a andar com meus irmãos, começo a sentir uma perturbação na floresta e pensamentos começam a aparecer em minha mente depois de uma risada que ouço a perto.

" Cuidado heim, ele esta vindo"
" Olhe, você deveria ir pela esquerda, e o caminho certo a ser seguido"
" Não seja bobo, vá pela direita, é mais seguro".

Olho para meus irmãos e percebos que eles tambem estavam ouvindo a voz, porem não tão bem quanto eu. Algo parecia que estava tentando me manipular, algo que poderia ser mais forte que eu se eu não me concentra-se... começo a pensar.

" Não. Não vou mudar de caminho"
" Se cheguei até aqui, vou continuar... não vou decepcionar meus irmãos... meu pai... minha escola..."

Respiro fundo e me concentro, pois ja haviamos andado um bom pedaço da floresta, assim poderiamos estar chegando perto do seu centro.
Ando mais um pouco e paro, fazendo sinal para Emily e Matheus parerem também.
Vejo mesmo na escuridão, pedras se moverem com o impacto que, seja lá o que for, estivesse fazendo.
Por um instante não sei o que fazer.
Vejo meus irmãos correndo de repente e por instinto corro atras deles os seguindo.
Depois de um bom pedaço, paramos e consigo ver uma luz; nessa hora murmuro a eles:
- Será... que é?
Vejo a cara de espanto deles tambem e ouço Emily dizer "Vamos olhar", e me puxando pelo braço. Rapidamente falo para eles voltarem a posição que estavamos e para minha irmã continuar marcando as arvores para que senão for, podemos nos localizar.
Continuo seguindo na frente, com Emily atrás de mim e Matheus no final, ouço novamente Emily dizer para ficarmos alertas e para qualquer instante ajirmos.
Com um brilho nos olhos, varinha nas mãos, capa perdida, amuletos da sorte no bolso e uma vontade tremenda de acabar logo com aquilo, sigo em frente com os olhos e ouvidos muito atentos.


Narrador

E os jovens caminham em direção a luz.
Seguem um caminho tortuoso e por fim chegam a uma clareira, a névoa não estava presente ali, um imenso carvalho emergia no centro da clareira e no centro dele um cristal azul emanava um forte brilho.

Eles se encontravam na entrada da clareira, observavam o local, não parecia haver nada além de arvores e a luz azul vindo do centro do Carvalho.

Clareira do Carvalho:
 


A névoa não estava presente, isso era certo, mas porque somente ali? Porque somente nessa area a nevoa nao conseguia ficar?
Os jovens bruxos se veem confusos novamente, o que fariam? Irão em frente ? Será que esse era o fim?
Perguntas são feitas, mas qual seria a resposta?


Emily

Prossigo em direção ao brilho e sua fonte. Continuo empunhando minha varinha, observando as movimentações mínimas e seus perigos astutos e ocultos.
A neblina ia se dissipando, ficando cada vez menos consistente. Eu piscava meus olhos, que agora estavam mais focados nos detalhes que pouco a pouco se tornavam mais nítidos.
Uma outra clareira, e começo a gelar por dentro.
Não há névoa, apenas... Apenas um brilho muito lindo, vindo de uma majestosa árvore, que reinava sobre a parte paradisíaca da floresta.
"Tão suprema", penso. "Será aquele o cristal? Será aquele o nosso motivo?", questionava a mim mesma enquanto movimentava os dedos pela varinha e sentia a adaga apertar no coldre da capa.
Ando um pouco mais, indicando Matheus e Perseu a se aproximarem.
Caminhamos até a árvore, que silenciosamente consumia nossas esperanças e expectativas.


Matheus Vieira


Vou seguindo Emily e Perseu cada vez para mais perto daquele cristal , a sua luz azul ofuscante deixava meus olhos brilhando.Ao chegar mais perto a neblina ia desaparecendo e aos poucos já não restava mais nenhuma neblina do lado do cristal.
Perseguindo Emily , eu seguro firmemente minha varinha para que se apareça qualquer sinal em que eu precise usa-la eu não terei o esforço de pegá-la de minhas vestes.
Emily faz um sinal com a mão e eu e Perseu vamos mais para perto.
E Então eu espero para ver oque a minha pequena e super inteligente irmã irá fazer com a sua belíssima adaga naquele cristal.


Perseu

Continuo seguindo na frente e paro sentindo de um modo que nem eu sabia, que Emily e Matheus tambem haviam parado. Começo a observar a árvore, não havia nenhum vestigio da névoa perto dela...

"Estranho... mas, pelo menos conseguimos acha-lo... porem... esta tudo muito quieto..."
Com pensamentos invadindo minha mente rapidamente, vejo que minha irmã faz sinal para mim e meu irmão segui-la. Vendo que ela ia pela frente com Matheus, percebo que eles não estavam mais tão atentos a sua volta.
Tento falar algo para eles mais não consigo, o pensamento de que quando retirassemos o cristal algo iria acontecer não saia de minha cabeça, assim, a todo momento olhava por cima do ombro e para os lado com a varinha erguida para ver se não estavamos sendo observados.
Depois de mais um tempo caminhando até a arvore, paro e vejo Emily pensativa e matheus observando-a, porem ainda assim, sinto que a qualquer hora, algo poderia dar errado.


Narrador

Um carvalho de tamanho imensurável emergia no centro da clareira.
O fonte da luz era um cristal em seu centro a uns 3 metros de altura.

Cristal:
 

O carvalho era antigo e grandes raízes se estendiam por toda a clareira, outras arvores envolviam os arredores da clareira, faias, azevinhos, castanheiras e outras outras.
O lugar remetia uma paz sem igual, de repente o silêncio é quebrado com um fraco pio no alto do carvalho proximo a sua copa.
Uma ave recém nascida, se aventura em voar pela primeira vez, se aproxima da beirada onde seu ninho estava e tenta tomar coragem para o primeiro voo.
Dali podia-se ouvir agua corrente, e o farfalhar das folhas com o vento batendo nelas.
O lugar transparecia paz.

E nada além de paz poderia ser sentido ali, parecia que a névoa não afetava o local.



Emily

Chego perto do tronco da árvore.
- Carvalho... - falo enquanto o toco com cuidado. - Papai os adora - sorrio de canto de boca para meus irmãos, contendo meu choro de saudade.
- São árvores muito mágicas, mas em qual sentido, ainda não sei.
Encaro o cristal, que possuia um brilho tentador e hipnotizante.
Me afasto, ficando então diante da árvore.
Algumas inscrições talhadas perfeitamente na pedra preciosa, percebo em um instante. Minha habilidade linguística não se estende sobre estas inscrições rúnicas, portanto permaneço apenas a ler como uma figura, uma obra de arte a ter sua essência descoberta.
Um ecoar uníssono quebra o som silencioso que até então propagava na floresta uma paz imensa.
Tento apurar de onde surgia o barulho. Alguns segundos e um leve pio proveniente da copa do Carvalho me faz olhar para cima.
Uma pequenina ave, tentando alçar seu primeiro voo.
Em outra condição, seria uma ótima oportunidade para filosofar sobre tal momento.
As asas da ave se mexendo desarmoniosamente, em um gesto de adaptação ao mundo de uma nova habilidade.
O som da água era perceptível, paralelo às folhas, que, sensíveis ao vento, tocavam uma na outra, fazendo uma misteriosa e encantadora canção.


Matheus Vieira


Ando um pouco e olho para trás , e vejo Perseu concentrado ao seu redor , vou até ele e coloc a mão em seu ombro e ao mesmo tempo sorrio.
Observo Emily começar a falar e eu vou até ela para ouvir tudo :
- Carvalho... Papai os adora.
- São árvores muito mágicas, mas em qual sentido, ainda não sei.

Vejo ela contendo um choro e a abraço e sorrio.
Concentrado no cristal vejo umas escrituras que não consigo distinguir oque são e ao mesmo tempo em um silencio , um leve pio surge no ar.Eu olho para os lados e depois olho para cima e vejo um pequeno pássaro começando a voar e dou um leve sorrio.
Volto os olhares para o cristal e de repente um som de água aparece , um silencio profundo e uma paz que eu não queria que terminasse.
Viro o rosto para Emily e Perseu e digo :
-E agora , oque nós fazemos ?
Então fico esperando a resposta deles.


Perseu

Depois que chegamos na perto da arvore, consigo observar como é de verdade o cristal... pensando:

"Tão pequeno... tão magnifico... mas tão poderoso..."

Ouço emily dizer algo, porem só depois de algum segundos consigo entender:

- Carvalho... Papai os adora. São árvores muito mágicas, mas em qual sentido, ainda não sei.

A menção do nome de nosso pai, sinto um aperto no coração, sintia falta dele, do sorriso amigavel e caloroso que ele dava, porem agora não era hora de eu pensar naquilo.
Muito perto dali, nas árvores, ouço um som de asas, rapidamente ergo a varinha em direção do som e tento ver o que era, percebendo logo após que era somente uma ave.
Vejo que meus irmãos não sabe o quem fazer então digo:

- Emily e Matheus parem de pensar. Emily entrega sua adaga ao Matheus para ver se ele consegue tirar o cristal dali, tiro a adaga das mãos de minha irmã e entrego a meu irmão, tente pensar em um modo de tirar isso sem quebra-lo, falo a Matheus, e ajude ele por favor Emy.

Sinto um calafrio passar pela minha espinha e falo logo após:

- Não gosto daqui, sinto que a qualquer hora, outro calafrio, algo vai acontecer...então andem logo... vou dar uma volta.
Começo a andar por volta da árvore com os ouvidos e as mãos atentas, vendo meus irmãos tentando tirar o cristal.

[/b]






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CRÉDITO à GIULIA --- TERRA DE NINGUÉM && OPS!


Última edição por Admin em Dom 29 Abr 2012, 12:53 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: MiniTrama - A Névoa ( História da trama )   Dom 29 Abr 2012, 12:52 pm

Continuação...
...



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Narrador

Tudo parecia calmo até o Bruxo puxar a adaga e mencionar tirar o cristal com ela.
A clareira começa a tremer, tudo balança e o grande carvalho começa a se erguer.
Suas raizes começam a se levantar, formando duas pernas de cinco metros de altura emaranhadas de raizes grossas e fortes.
Um rosto envolto em galhos e folhas surge no alto da arvore e uma voz rouca e feroz é emitida, dois galhos dao forma a seus braços e maos,
O Ente por sim olha para baixo para ver quem fez menção de usar uma adaga contra ele.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Ele avista tres seres insignificantes que com uma de suas raizes poderia por fim a vida dos tres.
Uma gargalhada rouca mas assustadora é emitida pelo ente e ele fala com força.

_ Vocês são aqueles que me ameaçam? Não se julguem capazes disso, pequenos elfos, não teriam tamanho poder para isso.

O Ente força sua visao para ver melhor os agressores.
Um murmurio começa a se manifestar em toda a floresta, coisas sao ditas ao ente.

O Ente foca serio nos jovens bruxos e isso causa um temor repentino nos mesmos.

_ Vocês entram em minha floresta e ameçam minhas amigas? COMO OUSAM MEROS ELFOS! Voces deviam proteger a natureza, sem ela vocês nao teriam como viver.

O Ente se enfurece e com uma das penas arremessa os tres longe, tamanha era a força que pararam a dez metros de onde estavam.O ser começa a caminhar em direção aos jovens, pronto pelo o que parece expurgar tais criaturas de sua floresta.




Emily

Com a ajuda de Matheus, encaixo a ponta da lâmina da adaga e tento tirar o cristal.
Um tremor começa a tomar a clareira, e a planta que eu denominava árvore se transforma em um ente, que nos começa a bombardear com perguntas e falsas afirmações.
Ele nos arremessa longe, e sinto minhas costas se moerem com a queda. Meio confusa e atordoada, tento separar a voz assustadora do ente do murmúrio das árvores.
Ele vem em minha direção.
Fico imóvel, intacta, mas decidida.
Olho para o ente, e tento achar seus olhos, para fazer um contato com os meus, já marejados.

- Nos desculpe, Senhor - falo enquanto guardo a varinha para que ele possa ver. - Não foi, em nenhum momento, nossa intenção ferir ao Senhor e a sua natureza - digo, buscando a compreensão do ente. - O cristal que estava em sua proteção lentamente levaria à morte todas as criaturas da floresta... Nós simplesmente precisávamos fazer algo, pois não poderia acabar assim - respiro fundo.
- A neblina além daqui deixava nossas criaturas a dormir profundamente, incapazes de se nutrir ou defender! Pergunte as suas árvores! Elas estavam morrendo! Morrendo sem saber de nada! Sem poder fazer nada - respiro para continuar.
- Você pode sentir nossas reais intenções, se desejar - faço uma leve pausa, aguardando sua reação.
-Tudo o que passamos não paga qualquer ato mal que poderíamos ter feito. Quase perdemos a vida... E para quê!? Para apenas garantir que o lugar onde o Senhor considera uma casa pudesse estar em paz, em harmonia. - Ou não havia a falta de unicórnios correndo, compondo a beleza de sua natureza; e a magia que exala paz, aquela paz que nos fazia querer cuidar de cada pedacinho verde daqui.
- Não foi por mal, eu lhe garanto... E a adaga... Era para não usar magia... Apenas isso. Perdoe-nos por qualquer mal à Floresta, e se o Senhor soubesse o que realmente passamos... Mas tudo bem, valeu à pena. Sua floresta está a salvo agora. Era esse nosso dever para com sua casa, e ele está feito. O que estiver nos aguardando daqui pra frente, a partir desse momento, deixou de importar, pelo menos a mim - relaxo a respiração e paro de me preocupar com o que está à volta.
- E agradeça às forças daqui, elas me ajudaram na autodescoberta, e só isso já compensou todo tempo em que eu havia procurado.
Faço uma leve reverência ao ente.
- O Senhor merece todo meu respeito, e a Floresta também. Não há elfo ou humano que consiga um dia compreender sua majestosidade. E também, quero apenas lhe pedir que agradeça às árvores, pois elas afirmaram a força que eu sempre duvidei ter, além de me acolherem em muitas tardes – faço uma curta pausa.
- É isso o que eu tenho para dizer, o que eu tive para sentir. O que foi feito, foi feito, por motivos que a mim pareciam bem mais que racionais.


Narrador

O Ente ouve alguem gritando com ele, tentando se comunicar, como entende a linguagem dos homens compreende a jovem bruxa.
Ela fala a respeito de querer fazer o bem, de por fim a algo que esta afetando toda a floresta.

O Ente com toda sua altura se curva e fica de joelhos e poe seu rosto proximo ao corpo da jovem bruxa e ouve atentamente cada palavra. Ele cheira a a jovem como se dela emanasse alguma coisa.

Com um voz embargada e rouca o ente fala.

_ Você é diferente dos demais pequenina, sinto um cheiro diferente em seu espirito, tem cheiro de aveleira creio ser de Fyora a ninfa do Sul, a muitos invernos não falo com ela, boa ninfa sabe, mas nao me dirijo ao sul tem alguns muitos invernos.

_ Você tem astucia minha jovem em me encarar, munida de uma simples varinha de azevinho e esse aparato de metal que muito é usado para ferir minhas amigas arvores, embora você diz vir em paz e tentar por fim a essa nevoa que muito perturba o ecossistema desse local, eu mesmo tentei achar o problema mas para um velho ente essas coisas nao sao tao faceis.

_ Você parece ser sabia, sinto outro cheiro familiar em você pequenina, de alguem que vem sempre me visitar quando diz possuir tempo, ele também era assim impetuoso, mas muito bondoso com as plantas, sempre gostei dele, eu o conheço quando era um simples estudante de herbologia, nos conhecemos nas florestas do sul enquanto pesquisava sobre nós os entes, era um rapaz muito curioso, vivia muito tempo com Fyora creio que tenha se apaixonado pela ninfa, mas não sei que fim levaram ambos em seus relacionamentos, mas sei que Fyora ainda vive nas florestas do Sul, poderei quem sabe visita-la.


O ente olha os dois jovens que estavam mais atras e fala com a voz embargada.

_ Não precisam temer, não lhes farei mal pequeninos agora que tudo foi esclarecido, e sinto um sangue diferente em suas veias jovem com a capa de Rowena a bruxa da inteligencia, voce nao possui sangue de somente uma criatura sinto no seu ser tal magia que nem voce conhece.

O ente olha o outro jovem e sente a sua tristeza.

_ Não saber sua origem as vezes é uma benção pequeno, não fique angustiado por desconhecer, o importante é viver o agora.

O ente se levanta e senta desta vez com as pernas cruzadas, uma cena um tanto engraçada devo dizer, tendo em vista uma arvore de 500 anos com mais de 15 metros.
Ele dirige a palavra aos tres.

_ Mas como pequeninos, eu poderia lhes ajudar? Creio que nao conheço magia da terra que possa expurgar tal névoa.

O ente olha para os tres e espera pacientemente.



Matheus Vieira


Vejo a coragem da minha irmã ao falar com o Ente , sorrio fortemente mas continuo tremulo com oque poderia acontecer.
Mas de repente , uma coisa estranha , o Ente consegue compreender e começa a falar muitas coisas que eu fico impressionado.
Ele fala a respeito de nosso pai e uma lágrima cai de meus olhos , eu percebo que ele olha para mim e para Perseu e eu fico com um pouco de medo até ele dizer :
_ Não precisam temer, não lhes farei mal pequeninos agora que tudo foi esclarecido, e sinto um sangue diferente em suas veias jovem com a capa de Rowena a bruxa da inteligencia, voce nao possui sangue de somente uma criatura sinto no seu ser tal magia que nem voce conhece.
Dou um breve sorriso com a primeira frase e depois percebo que ele fala comigo.Fico tentando entender o significado e fico um pouco confuso.
Logo então ele diz para nós enquanto olha para Perseu e enquanto se levanta :
_ Não saber sua origem as vezes é uma benção pequeno, não fique angustiado por desconhecer, o importante é viver o agora.
_ Mas como pequeninos, eu poderia lhes ajudar? Creio que nao conheço magia da terra que possa expurgar tal névoa.

Olho para Perseu um pouco triste , mas depois me viro para o Ente e digo sem mais tremer :
-Por favor senhor Ente , nos ajude a voltar para o Castelo , ele fica ao sul.
Aponto para a direção e então continuo falando :
-Olha senhor Ente , nós não sabemos nada a respeito dessa neblina e por isso viemos a floresta para investigar , e provavelmente ela irá se dissipar até acabar e com isso as criaturas irão acordar , oque é perigoso pra gente e se for possível , nós podemos levar o cristal para o castelo para ser examinado ? Oque vai acabar com a neblina. E mais uma coisa ... Muito obrigado pela misericórdia.
Então abraço Emily e Perseu enquanto espero a reação do Ente.


Narrador

O ente levanta um ramo acima de seu olho que provavelmente seria sua sobrancelha.
Ouvindo cada palavra do jovem o ente tenta acompanhar tudo que ele fala.

_ Mas pequenino, que cristal seria esse que você menciona. Creio desconhecer a respeito de tal artefato.

O ente olha os tres bruxos parados em sua frente.

_ Não lembro de cristal algum jovem bruxo, vivo nessa floresta a mais tempo do que gostaria de admitir sabe, ouve uma época onde os bruxos usavam determinados minerios extraidos da terra, e neles colocavam um determinado tipo de magia e muitas vezes usavam para ampliar seus poderes, mas a muito nao se ouve relatos de tais artefatos jovens pequeninos.

O ente coça um emaranhado de raizes em seu queixo.

_ A muito tempo, antes de tudo isso que vivemos, pessoas travaram grandes guerras, usando um tipo de magia diferente da que conhecemos, eu era um pequeno carvalho na epoca, mas lembro muito bem, uma grande batalha foi travada pelo mundo inteiro, onde bruxos, magos e feiticeiros buscavam poder. Tribos e Clãs foram dizimados, aldeias destruidas, florestas queimadas e muitos seres magicos mortos, a raça do homem em busca de poder nunca tem seu limite, passa por cima de qualquer ser ou criatura para obter mais poder, força, conhecimento, mas de nada isso vale se nao for usado para o bem.

_ Lembro de cristais usados nessas batalhas que possuiam poderes destrutivos que em mãos mal intencionadas poderiam gerar o caos, uns dominavam o fogo de tal forma que era impossivel de se deter, alguns manipulavam a agua e mostravam como ela era mortal, outros controlavam minhas amigas arvores e faziam que elas lutassem por eles, mas alguns tinha efeitos adversos como causar o sono, a dor, a tristeza e ate mesmo a morte.

_ Se esse cristal esta nessa floresta eu vou ajuda-los achar pequeninos, so me dizerem como poderei auxilia-los.


O ente espera sentado, sem saber que o cristal estava nele.


Perseu

Depois de ter pedido para meus irmãos tentarem tirar o cristal da árvore, começo a andar em volta dela, porém quando estou quase terminando a volta, sinto pequenas vibrações e percebo que depois de alguns instantes as vibrações aumentam drásticamente e que começam a vir da árvore. Rapidamente me afasto e vejo o grande carvalho começar a se erguer até tomar a forma.... parecia... de um humanóide. Depois de alguns instantes percebo o que a criatura era um ente e penso:

" Não... não pode ser... eles não são dessa região...O que foi que eu fiz...?!"

Enquanto pensava isso começo a me afastar indo em direção a meus irmãos, sendo que depois de alguns instantes ja estou a frente deles. Vejo a árvore fazer força para nos olhar e ergo a varinha, mesmo sabendo que seria inultil caso ela fizesse algo; ouço a árvore dar um gargalhada e começar a dizer:

- Vocês são aqueles que me ameaçam? Não se julguem capazes disso, pequenos elfos, não teriam tamanho poder para isso.

Ao focar meus olhos nos deles sinto um tremor que dominada todo o meu corpo, um tremor que me fazia pensar em todas as coisas que eu temia perder: meus amigos, minha escola, meus irmãos, e principalmente, meu pai. A árvore continua a falar:

- Vocês entram em minha floresta e ameçam minhas amigas? COMO OUSAM MEROS ELFOS! Voces deviam proteger a natureza, sem ela vocês nao teriam como viver.

Ao terminar de falar isso ele ergue uma de suas enormes pernas e nos joga a metros de distância antes que eu pudesse falar qualquer coisa. Em um turbilhão de cores, vejo que sou o primeiro a ser tocado por isso, em uma fração de milésimos de segundos, depois de ser arremessado vejo meus irmãos serem tambem, mas pararam mais perto do ente que eu, coincidindo direto com uma árvore, ao cair no chão, sinto que a dor em meu pulso esquerdo piora e ao tentar ergue-lo descubro que está quebrado.
Vejo com um pouco de dificuldade por causa da batida que o ente está vindo em nossa direção, porém antes que eu tomasse qualquer decisão, vejo Emily se levantar e começar a berrar com a criatura explicando nossa situação, sendo que momentos depois ele abaixo seu maciço rosto até minha irmã e por incrivel que pareça
a cheira, parendo que sentia algo que nós não. Depois de ela terminar de falar ele começa a dizer:

- Você é diferente dos demais pequenina, tento olhar para Emily e Matheus que ja estavam levantados, sinto um cheiro diferente em seu espirito, tem cheiro de aveleira creio ser de Fyora a ninfa do Sul, a muitos invernos não falo com ela, boa ninfa sabe, mas nao me dirijo ao sul tem alguns muitos invernos.

Começo a tentar me mexer e depois de alguns instantes ja estou em pé, ouvindo o Ente falar algumas coisas, começo a andar com um pouco de dificuldade até meus irmãos, ouvindo a árvore falar:

- Você parece ser sabia, sinto outro cheiro familiar em você pequenina, de alguem que vem sempre me visitar quando diz possuir tempo, penso em papai, ele também era assim impetuoso, mas muito bondoso com as plantas, sempre gostei dele, eu o conheço quando era um simples estudante de herbologia, nos conhecemos nas florestas do sul enquanto pesquisava sobre nós os entes, era um rapaz muito curioso, vivia muito tempo com Fyora creio que tenha se apaixonado pela ninfa, mas não sei que fim levaram ambos em seus relacionamentos [...]. Ao ouvir o Ente dizer isso, esboço um pequeno sorriso pensando:

"Agora faz sentindo a historia de ter nascido de uma maçã..."

Vejo a criatura olhar para eu e meu irmão e dizer:

- Não precisam temer, não lhes farei mal pequeninos agora que tudo foi esclarecido, e sinto um sangue diferente em suas veias jovem com a capa de Rowena a bruxa da inteligencia, voce nao possui sangue de somente uma criatura sinto no seu ser tal magia que nem voce conhece.

Nesse momento, reaparece em minha mente uma lembrança de anos atrás, uma lembrança que até nos dias de hoje, ao me lembrar me fazia soltar lágrimas, como naquela hora. A criatura olha para mim e naquele momento sinto que ele está fazendo mais do que me olhar, sendo que ele fala:

- Não saber sua origem as vezes é uma benção pequeno, não fique angustiado por desconhecer, o importante é viver o agora.

Limpo as lagrimas e vejo que a árvore se senta e nos pergunta como poderia nos ajudar. Ouço meu irmão dizer que se ele poderia nos levar de volta ao castelo e se possível nos dar o cristal, sendo que logo após o Ente pergunta que cristal seria esse, comentando que morava na floresta a anos e desconhecia de tal artefato. Depois de uma longa conversa ele nos diz:

- Se esse cristal esta nessa floresta eu vou ajuda-los achar pequeninos, so me dizerem como poderei auxilia-los.

Nesse instante começo a dizer:

- Bem senhor, esse é o ponto, o Cristal está no senhor, bem ali no seu peito, tento encontrar as palavras certas para falar com a criatura, porem senhor, quero lhe avisar, que antes que o senhor retire o cristal de suas entranhas, se pudesse, nos coloque em um lugar a salvo, pois no momento que retira-lo, a névoa se dissipara, e tudo e todos na floresta acordaram, sendo que como meu irmão disse, aponto para Matheus, as criaturas também acordaram.

Espero assim uma resposta da magnífica árvore.


Narrador

O ente ouve o pequeno bruxo com atenção. E no momento que ele menciona que o cristal esta em seu peito o ente olha para baixo abismado.

_ Impossível jovem bruxo, como eu não sentiria tal magia.

O ente procura por seu peito e encontra um cristal azul emitindo uma fraca luz e fica atônito.

_ Mas como isso veio parar aqui, não me lembro da ultima vez que me movimentei, e tenho certeza que sentiria se alguém o pusesse em mim. Embora a muito tempo alguém perambulava pelas minhas florestas procurando por alguma coisa, mas creio que não tenha saído vivo daqui, sabe pequenos temos certas criaturas que não gostam de humanos e outras raças perambulando por suas terras.

O ente leva a mão até o cristal e o tira de seu peito, uma forte luz é emitida clareando toda a clareira e um forte vento começa a limpar a névoa o ente solta ao cristal no chao e ele flutua antes de atingir a terra, em um redemoinho de vento a nevoa começa a ser atraída para dentro do cristal.

_ Mas não pode ser, essa magia é uma magia perdida, é muito perigosa, vocês correm perigo aqui pequeninos.

Os jovens bruxos se veem despreparados para tal acontecimento, o ente puxa os três bruxos para próximo e os abriga dentro de sua casca e se fixa no chão com suas raízes protegendo os três bruxos. Ele se curva deixando somente uma pequena brecha por onde os jovens poderiam sair e ver o que acontecia fora da clareira.

Uma forte rajada de vento e tudo ao redor começa a ser sugado para dentro do cristal, não somente a névoa mas algumas arvores, flores, pedras, se desintegrando antes de chegar ao cristal. O ente se fica mais forte ao chão protegendo os bruxos, sua casca começa a ser arrancada, sua vida começa a ser sugada pelo cristal, o ente esta morrendo.

O ente vendo seu fim próximo fala na mente dos três bruxinhos.

" Nunca deixem de proteger a floresta que eu guardei por tanto tempo e cuidei com tanto amor, se um dia encontrarem o herbologista de minha historia digam a ele para nunca desistir de sua vontade, ele vai entender, e jovem bruxinha um dia Fyora ira lhe encontrar. Adeus pequeninos".

Tudo não passa de minutos e por fim o silencio novamente, uma casca de carvalho sem vida jaz no meio da clareira, e em seu interior estavam os três bruxinhos seguros.
O ente sacrificara sua vida para salva-los.

A clareira era diferente de quando eles entraram ali, tudo havia sido sugado e poucas arvores em torno dela haviam restado, e o cristal estava no chao sem brilho algum, sua magia havia sido cessada.

Os bruxinhos saem de dentro da casca de carvalho, e ficam olhando.
Um lamento começa a ser ouvido pela floresta, driades começam a adentrar a clareira, salamndras caminham em direção ao carvalho. Ninfas do ar veem pelos céus.
Lagrimas escorrem dos olhos das driades, as ninfas olham tristemente ao carvalho, ondinas se aproximam compadecidas. O lamento na clareira emocionava qualquer ser que ali estava. A floresta entrara em luto, por uma criatura que a muitos anos sempre a protegeu, todas as criaturas podiam sentir. A floresta estava triste.

Um driade se aproxima da casca de carvalho e chora lagrimas proximo do carvalho, uma ondina se aproxima e derrama agua sobre as lagrimas da Driade, uma das ninfas se aproxima e sobra onde havia sido colocado a agua.

Uma pequena folha brota do chao, uma pequena muda de carvalho, onde antigamente estivera o ente surge, ali havia o começo de uma nova vida, de um novo ser responsável por proteger a floresta.

Os seres da natureza se alegram, a floresta parece se animar, Uma ninfa do ar repara nos tres bruxinhos ali, perdidos em meio aquilo, ela vai até o cristal e o pega, entrega na mão do jovem sonserino e sabe que ele fara o que é certo. A ninfa acompanha os tres bruixinhos para fora da floresta, até a clareira de aulas e some no ar.

Os jovens bruxos se olham e tudo que havia ocorrido agora, parecia ter sido somente um sonho, mas que eles jamais irão esquecer.


Emily

Respiro aliviada e com um pouco de lágrimas nos olhos provocadas pelas palavras do Ente.
"Fyora", penso comigo mesma, repetindo mentalmente um som que faz com que meus fluídos se manifestem como se houvesse alguma lembrança profunda em tal nome.

Ouço meus irmãos conversarem sobre o cristal com o Ente, tentando convencê-lo de que o guardava consigo.
Após um considerável diálogo, o ente retira de si o cristal, e em um momento incrívelmente mágico, nos abriga em seu interior, provocando uma cena que nunca havia tido conhecimento, nem em livros ou histórias contadas a mim.

Vejo uma energia proveninente não só do cristal, mas de toda a floresta, em um dissolver de árvores e plantas junto à neblina, que agora sumia.
Mas nem tudo estava bem. A energia vital do Ente ía acabando, como se o sopro de vida o abandonasse.
Sem saber o que acontecia, começo a senitir uma angústia.

Ele diz algumas palavras em seu pleno leito, mencionando de novo a Ninfa do Sul.

Me ajoelho diante do Ente, e compreendendo o momento, fico em silêncio, apenas ouvindo suas doces palavras.
E então apenas a madeira fria de um carvalho repousa sobre o solo são. Abaixo minha cabeça, fazendo uma oração aos deuses da natureza. Pego minha adaga, e fazendo um pequeno corte em meu dedo, faço um desenho de agradecimento na casca do carvalho.

- Sacrifícios foram feitos aqui - digo aos meus irmãos, enquanto cesso o sangue do meu dedo -, assim como acabei de derramar meu próprio sangue em respeito a essa árvore, algo importante foi nos dado hoje. Aqui repousará a alma de um Ente, cuja qual estará unida a nós e à Natureza ao mesmo tempo - falo enquanto Dríades e Ninfas fazem brotar do solo um novo carvalho. - Não há como expressar em palavras o que aconteceu aos Baudelaire hoje, e assim ganhamos um dever.

Me levanto, admirando as Dríades e Ninfas em um alegre canto ao nosso redor. Desejo profundamente o Sul, onde se encontra Fyora.

Passo a mão na testa limpando o suor que escorria em meus traços indecifráveis por tal momento.
Aponto minha varinha em direção ao meu dedo cortado, e imaginando bandagens o enrolando, digo:
- Férula.
Após o enfaixar, cesso o feitiço com um movimento de corte.

Olho para o cristal na mão de Perseu, e apontando uma direção no meio das árvores, guardo minha adaga no bolso e sigo até ela.
Prossigo em busca das árvores com fitas vermelhas e o castelo, sempre alerta aos movimentos.
Sussurro para as Ninfas que nos ajudem ao máximo a nos proteger.

- Ao Castelo e avante! - digo a Perseu e Matheus.
Saio do local com meus irmãos ao meu lado, e o som das músicas das Ninfas e Dríades em meu coração.


Matheus Vieira


Vejo que o Ente não sabia do cristal em seu peito.
Fico um pouco confuso e vejo que ele tira de seu peito.
Uma força colossal sai do cristal sugando tudo.
Suga a Neblina , algumas plantas e até arvores.
Me seguro no ente e uma lágrima de medo sai de meus olhos.
Ele diz algumas palavras e de repente tudo para.
Olho para os lados e o Ente não estava mais la.
Fico nervoso e vejo Emily no chão e um pedaço de carvalho estava la.
Ela falava palavras mais eu não conseguia ouvir nada.
Não me mexia eu apenas me sentia angustiado com a dor em meu peito.
Ele deu a sua vida para nos salvar.
Vejo Ninfas e Dríade aparecerem mais não olho diretamente para elas.
Observo Emily se levantar porém eu continuo parado e tremendo.
Me levanto bem lentamente e ando até Emily.
Abraço ela e começo a chorar , mas não sei que sensação estou sentindo , não sei se é raiva ou se estou apenas triste com a morte do Ente.
Emily começa a andar e vou seguindo ela enquanto limpo as lágrimas que não param de sair de meus olhos.
Ando até Emily e Perseu e vou seguindo eles enquanto o sentimento toma conta de mim.


Perseu

Logo após eu falar ao ente que o cristal estava sem seu peito ele começa a procura-lo e ao acha-lo, antes que eu pudesse dar qualquer precaução, ele retira-o. Nesse instantes sinto um terrivel frio na espinha como se aquilo iria provocar uma grande catastrofe. Estava certo. Depois de alguns segundos, o cristal começa a emitir uma forte luz e começa a sugar toda aquela névoa que nos havia causado tantos problemas. Como em uma ultima tentativa de nos proteger o ente nos esconde sobre sua casca, porém, antes que tudo se tornasse escuro e somente pudesse ouvir os sons, vejo num deslumbre uma cena horripilante.
O cristal que havia sido solto pela arvore estava flutuando a centimetros do chão, sugando não só a nevoa mais tambem tudo ao seu redor, inclusive as arvores e pior, a proprio vida do ente. Enquanto estava progetido as últimas palavras que pude ouvir da criatura foram:

"Nunca deixem de proteger a floresta que eu guardei por tanto tempo e cuidei com tanto amor, se um dia encontrarem o herbologista de minha historia digam a ele para nunca desistir de sua vontade, ele vai entender, e jovem bruxinha um dia Fyora ira lhe encontrar. Adeus pequeninos".

Logo após isso o silencio reinava. Conseguimos sair debaixo da casca e vimos o que restava da clareira em uma cena desoladora: de tudo o que ela continha restava apenas pouquissimas arvores... flores, animas e arvores menores, tudo, havia sido sugado pelo crista, que jazia imovel e sem brilho no chão a alguns metros de nós. Depois de alguns instantes porém q fui perceber o que o ente havia feito por nós. Um sacrifício. Vejo como estão meus irmãos: Emily, feito um pequeno corte no dedo, havia feito uma ultima homenagem com seu sangue na arvore, enquanto Matheus estava muito nervoso, preste a um colapso.
Depois de alguns instantes dríades e ninfas começam a aparecer e depois de alguns minutos um falatório se inicia. Somente depois que me virei que pude perceber o por que. Da onde estava o grande carvalho, agora cresci uma pequena muda, uma plantinha que um dia se tornaria como seu antecessor. De repente uma ninfa do ar ve que nós ainda estamos ali e pegando o cristal, coloca-o em minhas mãos, logo após nos acompanhando até a saida da floresta, nesse momento percebi que Matheus chorava, tentar falar algo para acalma-lo mas não consegui pensar em nada, tanto eu como ele estavamos muito abalados. Enquanto andava, pensamentos apareciam como jatos em minha mente.

"Ele morreu para nós salvar... por causa disso... coisa insignificante..."

Por um momento penso e jogar o cristal para longe e deixa-lo lá, porém lembro qual era a nossa missão, que era pegar seja lá o que fosse que estivesse provocando a névoa e levar ao castelo. Assim que chegamos na clareira das aulas, antes que eu pudesse agradeçer a ninfa ela desaparece. Nesse momento olho meus irmãos mais atrás de mim e vejo se estava tudo bem com eles. Seguimos para o castelo.


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MensagemAssunto: Re: MiniTrama - A Névoa ( História da trama )   Ter 01 Maio 2012, 8:31 am

Continuação...
Final



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Os três jovens bruxos saíram da floresta seguros escoltados pelas ninfas do ar.
Aliviados por estarem bem, e finalmente terem posto fim a neblina que vinha ocasionando muitos problemas a todas as criaturas que não fossem humanos.

Eles caminham um ao lado do outro em direção ao castelo que já sentiam falta, abalados e cansados, sobem o caminho que leva ao circulo de pedra.
Na entrada da ponte coberta uma pessoa os esperava com um sorriso no rosto.

Levigarian o professor de herbologia olhava seus filhos com um sorriso, e estava muito feliz por verem os três bem.
Ele caminha até seus filhos e se abaixa frente a eles, olha para cada rosto com uma expressão de orgulho e alivio, em um abraço onde abrangia os três bruxinhos ele os segura por um tempo sem falar nenhuma palavra.

O herbologista se levanta e acompanha seus filhos ao castelo.

Chegando La, pede para que cada um siga para suas salas comunais para se limparem e depois irem ao escritório de seu pai para poderem conversar.
Dado algum tempo eles retornam já limpos e arrumados e seguem para o escritório de Baudelaire, apreensivos de inicio, mas confiantes, esperando sempre o melhor.

Ao chegarem a porta do escritório eles batem timidamente, uma voz calma fala a eles para que entrem e ao entrar dão de cara com uma sala um pouco cheia por sinal, o Professor Wintter também estava ali acompanhado da Professora Alard.

Os jovens ficam preocupados, sendo que os três diretores se encontravam no mesmo lugar.

O Herbologista sorri para que entrem e indica uma poltrona amarela com almofadas com brasões da sua casa Lufa-Lufa.
Ele olha os três e começa a perguntar sobre o que aconteceu.

Os bruxos explicam sobre o cristal que haviam encontrado a informação em um livro da biblioteca, e preocupados com todos decidem partir nessa aventura sem o consentimento dos adultos, pois poderiam ser impedidos por apresentar certos riscos, sendo que não eram formados em magia e esse cristal parecia conter um poder anormal.

O jovem sonserino se dirige a mesa de seu pai e coloca o cristal sobre ela, jazia ali sem brilho, somente com sua cor turquesa sobressalente.
O herbologista olha para o cristal com certo receio, parecia já conhecer o artefato, ele olha para o Professor Wintter e ele parece entender.
Os bruxinhos já ficando nervosos, começam a transparecer isso sentados na poltrona.

A Professora Alard se impõe nesse momento, falando para os três bruxos se eles sabiam dos riscos e que isso era muito perigoso, que deveriam ter consultado um dos professores antes de tomar uma decisão desse tipo.

Mas ela também estava orgulhosa, mas seu espírito de mãe não impedia que ela se preocupasse com eles e falasse daquela maneira.
Os três diretores olham para os bruxinhos e por fim o Herbologista se impõe.

Ele fala que foi de grande ajuda, e que mereciam algo em retribuição, foi um excelente trabalho a favor da escola.
Os diretores entram em consenso e decidem por presentear cada um deles com algo especial.

Após se decidirem eles indicam a porta aos três que pareciam cansados e precisavam descansar, mas os diretores permanecem na sala conversando a respeito do cristal e como iriam ocultar sua magia.

Os jovens bruxos saem da sala e olham um para o outro aliviado.

Cada um segue para sua sala comunal, contente por seus feitos e empolgados para uma próxima vez.

FIM!


TRAMA FINALIZADA

Emily Eldor – 100 exp / 100 galeoes / Adaga de Dragão Safira / 10 pontos para a sonserina.
Spoiler:
 
Perseu Uranos – 100 exp / 100 galeoes / Frasco com uma dose de Felix Felicis / 10 pontos para a sonserina.

Spoiler:
 
Matheus Vieira – 100 exp / 100 galeoes / Anel com fragmento do Cristal Terrilia / 10 pontos para a Corvinal.
Spoiler:
 





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